quinta-feira, 31 de março de 2011

Humanidade já influencia mudanças climáticas há 8 mil anos



Se você culpa a Revolução Industrial (nascida na Inglaterra em 1750 e desenvolvida em sua forma moderna cem anos depois), com suas consequências nos séculos seguintes, por todos os males causados ao meio ambiente, talvez seja hora de rever esse conceito. Uma pesquisa publicada no último dia 25 sugere que o ser humano prejudica a natureza há mais de 8 mil anos.

O estudo foi feito por uma instituição científica em Lausanne, na Suíça. Eles partiram do princípio que a humanidade tem o hábito de limpar terrenos e arrancar árvores desde a Pré-História (calculada, neste caso, como tendo começado seis mil anos antes de Cristo). Um cálculo simples foi baseado no fato de que toda árvore arrancada deixou de absorver uma quantidade de Carbono. Assim, cada árvore retirada foi computada como Carbono a mais que o homem lança na atmosfera.

O resultado obtido é que foram liberados 350 bilhões de toneladas de toneladas de Carbono até 1850, quase somente pelo desmatamento vegetal. De lá para cá, “apenas” 440 bilhões de toneladas foram adicionadas. Isso significa a quantidade de carbono liberada em oito mil anos de desmatamento representa 80% do que nos últimos 150 anos de queima de combustíveis fósseis e outras agressões à limpeza do ar.

O líder da pesquisa, Jed Kaplan, afirma que isso serve para “combater a ideia de que o planeta Terra era virgem e intocado até a Revolução Industrial”. Ele cita que no começo das civilizações organizadas, que dependiam das cheias de rios (no chamado crescente fértil), já existia o hábito de limpar terrenos de sua cobertura vegetal original.

O grande catalisador das emissões de Carbono, antes de 1850, aconteceu com o aumento populacional da Terra. Proporcionalmente, mais áreas tiveram que ser desmatadas com o passar dos séculos, até que as técnicas modernas de agricultura (como irrigação mais eficiente, fertilizantes, etc.) revertessem esse quadro. Como resultado dessa pesquisa, os pesquisadores produziram um vídeo onde se pode ver quanto a Terra foi desmatada desde o início da ocupação humana. O cálculo de 350 bilhões de toneladas de Carbono é proveniente das estimativas deste vídeo.

A radiação dos telefones celulares pode alterar seu cérebro



Faça um teste. Vá para o centro da cidade na hora do almoço ou no fim da tarde e observe as pessoas que passam por você na rua. Aposto que em menos de um minuto você verá vários pedestres (e até mesmo motoristas) falando ao celular. Em uma cultura em que as pessoas usam e carinhosamente protegem seus celulares da mesma forma que as crianças fazem com seus ursinhos de pelúcia, um estudo concluído mês passado serve como alerta. Pesquisadores afirmaram, na Revista da Associação Médica Americana, que o uso constante de celulares pode afetar a atividade cerebral.

O relatório, porém, não chega a uma conclusão se as mudanças no cérebro – um aumento no metabolismo da glicose depois de usar o telefone por menos de uma hora – traz algum problema de saúde ou efeito comportamental negativo. Mas já tem muita gente querendo saber o que pode ser feito para se proteger da radiação em vez de ser de ter de voltar (no tempo) a usar o telefone fixo.

“Os celulares são fantásticos e têm feito muito para aumentar a produtividade em todos os sentidos”, opina Nora Volkow, investigadora principal do estudo e diretora do Instituto Nacional do Abuso de Saúde. “Eu nunca diria para as pessoas pararem de usá-los completamente”.

No entanto, à luz de suas descobertas, ela aconselha os usuários a manter celulares a uma certa distância da orelha, colocá-los no modo viva-voz ou utilizar um fone de ouvido sempre que possível. A melhor opção é um fone sem fio com a tecnologia Bluetooth, que emite radiação em níveis muito inferiores.

Se um fone de ouvido não é viável, segurar o telefone apenas um pouco longe de sua orelha já pode fazer uma grande diferença. A intensidade da radiação diminui drasticamente com a distância. “Cada milímetro conta”, explica Louis Slesin, editor da revista Microwave News, um informativo on-line sobre saúde e segurança questões relacionadas à exposição à radiação eletromagnética.

Por isso, pressionar seu telefone móvel ao ouvido para escutar melhor em um bar lotado é provavelmente uma má idéia. Saia ao ar livre se você realmente tiver de receber ou fazer uma ligação. Senão, esqueça e aproveite sua noite no bar, longe da radiação.

Carregá-lo no bolso da calça ou do casaco também não é a melhor opção porque o aparelho continua em contato com o seu corpo da mesma forma. O ideal é transportá-lo em uma bolsa ou maleta ou adquirir um cinto não metálico que ao menos crie uma barreira entre o celular e seu corpo.

Alguns estudos têm sugerido uma ligação entre o uso de celulares e câncer, baixa densidade óssea e infertilidade nos homens. Outros, porém, mostram que não há qualquer efeito negativo. Dados os resultados conflitantes e ainda não-conclusivos, Robert Kenny, porta-voz da Comissão Federal de Comunicações, afirma: “Como sempre, vamos continuar a estudar essa questão e coordenar com os nossos parceiros federais”.

O telefone usado no estudo do Dr. Volkow foi um modelo muito utilizado na época em que ela começou a planejar seus experimentos, dois anos e meio atrás. Porém, os smart phones de hoje em dia emitem ainda mais radiação porque transmitem dados mais complexos e em maior quantidade.

Você pode ter uma ideia da quantidade relativa de radiação que vários modelos de celulares emitem olhando sua TAE ou Taxa de Absorção Específica. Este número indica a quantidade de radiação que é absorvido pelo corpo quando se utiliza o aparelho na potência máxima. Um telefone celular não pode ser vendido nos Estados Unidos a menos que o valor do aparelho seja menor de 1,6 watts por quilograma. Na Europa, o máximo é de 2 watts por quilograma.

Quer mais um motivo para reclamar da cobertura pobre da sua operadora? Qualquer situação em que o celular pegar um sinal fraco, é indício de que ele tem de trabalhar mais e, portanto, emitir mais radiação. “Poucas barras significa mais radiação”, diz Om Gandhi, professor de engenharia elétrica da Universidade de Utah, em Salt Lake City, EUA, referindo-se ao mostrador de sinal dos aparelhos. O interior de edifícios e elevadores, zonas rurais, Floresta Amazônica… – estes não são bons lugares para fazer uma chamada se você está tentando reduzir sua exposição à radiação.

Enviar mensagens de texto em vez de falar ao celular pode ser mais seguro. Porém, isso se você não apoiar o aparelho contra o corpo enquanto está digitando.

Tire suas dúvidas sobre a “Computação em Nuvem”



Está cansado de perder espaço no seu HD com arquivos que tornam seu computador mais lento? Foi pensando em solucionar esse problema que empresas como o Google e a Amazon estão desenvolvendo uma tecnologia não tão recente (começou a ser pensada em 1999), mas que só agora está realmente começando a ser levado a sério: a Computação em nuvem (“cloud computing”).

Basicamente, serve para que você possa guardar arquivos de todo tipo na rede mundial, de maneira quase ilimitada, sem precisar baixar nenhum programa nem ocupar espaço desnecessário no HD. Nas redes sociais e outros espaços atuais da web, esse recurso existe para poucos tipos e quantidades limitadas desses arquivos. A ideia da computação em nuvem é criar uma rede abrangente onde os servidores (e por consequência, os usuários) possam compartilhar arquivos entre si, deixando seu disco rígido mais limpo do que nunca.

Embora a computação em nuvem sirva para qualquer tipo de arquivo, os servidores estão aplicando e observando maior demanda na área de músicas. É para compartilhar músicas sem consumir Megabytes do seu PC a utilidade prática mais próxima que se verifica para a computação em nuvem, em um futuro próximo.

Um dos problemas, que foi solucionado há pouco tempo pela Amazon, era a obrigatoriedade de estar conectado à Internet. Se você deixasse todas as suas músicas na nuvem e por algum motivo não conseguisse conexão, não poderia acessar os arquivos. Mas a Amazon lançou recentemente o Android, um dispositivo para que se possa acessar os arquivos da nuvem mesmo estando offline.

A princípio, apenas a Amazon já está inteiramente adaptada à computação em nuvem. O servidor fornece 5 GB gratuitos para qualquer usuário, por enquanto, mas você pode adquirir ainda mais espaço pagando uma taxa. O serviço tem recebido constantes elogios de blogs especializados. Fácil de usar e com uma interface de acesso muito simples. A Google e a Apple estão se preparando para começar a fornecer essa alternativa.

Infelizmente para esta tecnologia, nem tudo são rosas. A computação em nuvem, no caso das músicas, tem enfrentado forte oposição da Indústria fonográfica, que já combate com ímpeto os softwares para baixar músicas. Alegam eles que o compartilhamento de músicas dessa maneira e um caso claro de pirataria, já que elimina qualquer necessidade de cópia. Os arquivos de música estarão ali, no espaço virtual “sem dono”, ao alcance de qualquer usuário. Os debates sobre o assunto, no entanto, prometem durar, porque a Amazon alega que esse dispositivo não passa de um HD externo, pessoal, alojado na internet.

Matéria escura poderia aquecer um planeta tornando-o habitável



Segundo uma nova pesquisa, a matéria escura poderia tornar planetas normalmente hostis em habitáveis.

Em áreas ricas em matéria escura, as partículas poderiam se acumular dentro de planetas que não tem estrela para aquecê-los, aquecendo-os o suficiente para manter água líquida em sua superfície.

A matéria escura é literalmente obscura. A única coisa que os astrônomos sabem é que sua atração gravitacional pode ser detectada sobre a matéria normal, por um fator de 5 a 1.

Teóricos calculam que a matéria escura pode ser gravitacionalmente capturada por planetas e estrelas. A matéria escura circunda as galáxias nos chamados halos. As partículas de matéria escura sentem a força da gravidade, e orbitam o centro de massa das galáxias.

Muitos pesquisadores acreditam que a matéria escura é feita de partículas chamadas WIMPs, que interagem fracamente com a matéria normal, mas se aniquilam em contato umas com as outras, criando um jato de partículas energéticas. Tal aniquilação poderia produzir calor, se as partículas fossem absorvidas pela matéria circundante.

Agora, os pesquisadores resolveram calcular quanto calor seria produzido dentro de planetas em diferentes ambientes de matéria escura.

Quando as partículas de matéria escura em órbita passam através de objetos, tais como planetas, ocasionalmente batem em átomos, perdendo energia e velocidade. Se elas perdessem bastante energia após as colisões, poderiam ficar presas pela gravidade do planeta, em última análise estabelecendo-se em seu núcleo. Lá, elas devem atingir outras partículas de matéria escura e se aniquilar, produzindo calor.

Estaria a aniquilação de matéria escura aquecendo a Terra? Não muito. A Terra fica a cerca de 26.000 anos luz do centro da galáxia, longe o suficiente para que a concentração de matéria escura seja demasiado reduzida para ter muito efeito.

Entretanto, mais perto do centro da galáxia a concentração de matéria escura é muito maior, de modo que este aquecimento poderia aproximar-se do calor que a Terra recebe do sol, por exemplo.

Os pesquisadores descobriram que um planeta com um peso poucas vezes a massa da Terra e dentro de aproximadamente 30 anos-luz do centro galáctico poderia ser bastante aquecido pela matéria escura para manter água líquida em sua superfície. Isso significa que todos os planetas que se afastaram de suas estrelas hospedeiras ainda podem ser habitáveis, apesar de estarem flutuando no espaço frio.

Os cientistas querem realizar experiências de detecção de matéria escura na Terra para descobrir se isso é mesmo possível. Os cálculos são baseados em candidatos a WIMPs, que interagem tão fortemente com a matéria normal quanto é permitido pelas observações atuais. Se os experimentos não conseguirem detectar a matéria escura nos próximos 5 a 10 anos, irá sugerir que ela não interage com força suficiente para produzir aquecimento planetário.

E os “loucos” de plantão já começam a visualizar cenários onde essa habilidade seria muito útil. Em um futuro distante, quando as estrelas esgotarem seu combustível nuclear e morrerem, as civilizações remanescentes podem procurar um novo lar, e a melhor opção seriam planetas aquecidos por matéria escura – provavelmente um último grito de vida.

Isso até pode ser verdade na teoria, mas os pesquisadores lembram que planetas aquecidos por matéria escura são extremamente raros. As pessoas teriam que procurar um lugar onde a densidade de matéria escura fosse 10 milhões de vezes maior que a estimativa usual (próxima a Terra), ou seja, uma pequena fração de casos são possíveis, de forma que essa ideia vai ficar mais para o acervo de ficção cientifica.

Essas áreas ricas em matéria escura são tão distantes – 26.000 anos-luz – que, mesmo que a presença de planetas pudesse ser detectada, os telescópios atuais não seriam capazes de fazer imagens, procurando sinais de água.

Os cientistas estão mais interessados em estrelas dentro de cerca de 65 ou 100 anos-luz da Terra, porque no futuro podem construir um grande telescópio que tente fotografar os planetas em torno delas.

Pesquisas ligam tabagismo a risco aumentado de câncer de garganta e estômago



Se você está pensando em parar de fumar, o faça quanto antes: uma nova pesquisa descobriu que os fumantes enfrentam um risco aumentado de determinados tipos de câncer de garganta e de estômago, mesmo anos depois de parar de fumar.

Os dois tipos de câncer, conhecidos como adenocarcinomas, são relativamente raros nos países ocidentais. Os riscos são normalmente maiores em outros lugares, especialmente nos países menos desenvolvidos.

Mas, nas últimas décadas, as taxas desses cânceres aumentaram nos EUA e na Europa, possivelmente relacionadas ao crescimento das taxas de obesidade. Fumar é considerado um fator de risco para os dois tipos de câncer.

Os pesquisadores italianos combinaram os resultados de 33 estudos anteriores. Na maioria deles, os cientistas compararam um grupo relativamente pequeno de pacientes com tumores no esôfago ou na cárdia gástrica (uma parte do estômago) a um grupo sem câncer. Em três estudos, os pesquisadores tinham seguido grandes grupos de adultos ao longo do tempo, monitorando novos casos de cânceres cárdia gástricos ou esofágicos.

Eles concluíram que os fumantes em geral eram mais de duas vezes mais propensos que os não-fumantes a desenvolver câncer, seja no esôfago ou na cárdia gástrica. O risco diminuiu depois que as pessoas pararam de fumar, mas era ainda 62% maior em ex-fumantes do que em não-fumantes ao longo da vida. Em alguns dos estudos, o risco de câncer de esôfago permaneceu elevado mesmo quando as pessoas já tinham parado de fumar há três décadas.

Os novos resultados são extremamente importantes. Segundo os pesquisadores, parar de fumar é altamente benéfico em qualquer idade, mas parece que para esses cânceres o risco diminui muito lentamente.

Ainda assim, a pesquisa não prova que fumar causa adenocarcinoma de esôfago ou cárdia gástrico. Para isso, os pesquisadores teriam que propositalmente expor algumas pessoas a anos de tabaco para ver o que acontece ao longo do tempo, o que, por razões éticas (e justas), é impossível.

Além disso, o problema com o tabagismo parece ser mais abrangente. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, o americano médio tem 1 chance em 200 de desenvolver qualquer tipo de câncer de esôfago ao longo da vida, e 1 chance em 114 de desenvolver alguma forma de câncer de estômago.

Em comparação, as chances de desenvolver câncer de pulmão são 1 em 13 para homens, e 1 em 16 para mulheres, contando fumantes e não-fumantes. Os fumantes, é claro, teriam um risco muito maior ao longo da vida.

Câncer de pulmão, doenças cardíacas e outros males são numericamente mais importantes que os cânceres de esôfago e cárdia gástrico quando se trata das consequências do tabagismo na saúde.

De qualquer forma, os riscos reais observados neste estudo oferecem mais um motivo para os fumantes largarem o vício, e para os não-fumantes nunca passarem perto dele.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Como ficar seguro em redes sociais?



A melhor parte de você usar as redes sociais é poder entrar em contato com o mundo todo. Mas essa também é a pior parte. Afinal, você troca informações pessoais com muita gente como se estivesse falando de forma particular – no entanto, essa informação é publicada em um espaço coletivo.

Dependendo de como são as suas configurações de privacidade, um enorme número de pessoas que você nem conhece tem acesso ao que você publica na rede.

Por isso, juntamos algumas dicas para que você, leitor do Hype, fique mais seguro usando as redes sociais. Confira:

Não apenas use configurações de privacidade, mas encoraje seus amigos a fazer o mesmo

Várias pessoas têm problemas com informações em redes sociais mesmo com configurações de privacidade ativadas. Isso porque, na página de amigos que não usam essas ferramentas, há uma grande quantidade de informação que pode ser acessada.

Não anuncie seus planos de férias

Fotos de viagens são sempre legais – mas espere até chegar em casa para revelar onde você esteve. E isso serve, na verdade, não apenas para férias, mas para qualquer plano em que você esteja fora de casa (isso porque você jamais colocaria seu endereço em uma rede social, certo?).

Aceite pedidos de amizade com cuidado

Isso é uma dica que vem desde os tempos em que o Orkut fazia sucesso: aceite pedidos apenas de pessoas que você conhece. Se você não tem certeza se conhece ou não a pessoa, mande uma mensagem perguntando quem ela é.

Não inclua muitas informações pessoais

Incluir informações pessoais em redes sociais é praticamente inevitável. Afinal, é por causa delas que você conversa com outras pessoas através dessas ferramentas. Mas não exagere. Por exemplo, quando for colocar sua data de aniversário em seu perfil, evite colocar o ano em que você nasceu – isso não funciona apenas para delatar sua idade, mas fornece a criminosos virtuais experientes dados suficientes sobre você para que seja possível roubar sua identidade.

Pense duas vezes antes de clicar em um link

Todo bom usuário do falecido Orkut sabe que há muito malware que é transmitido via links em scraps. Então antes de abrir um link suspeito é bom conferir se ele é legítimo. Não faz mal nenhum enviar uma mensagem à pessoa que o enviou pedindo mais informações.

Não confie em todos automaticamente

Criminosos virtuais podem se disfarçar de “amigos” e ganhar sua confiança mesmo que você não os conheça pessoalmente. Gente que diz freqüentar as mesmas comunidades que você, ou dividir os mesmos interesses e pode até construir um relacionamento virtual baseado em confiança. Desconfie sempre.

Estudo denuncia excesso de controles remotos no mundo



Uma empresa tecnológica norte-americana, Logitech, fez uma interessante pesquisa sobre a quantidade de controles remotos em uma família. Esta companhia produz os chamados controles universais (que estão ligados a vários aparelhos de uma só vez), e constatou que, na ausência de um destes aparelhos, uma casa possui quatro ou mais controles.

E o motivo nem sempre é a necessidade: geralmente, a pessoa compra um novo controle remoto depois de perder o antigo e desistir de procurar. Um escritor do site Digital Life afirma que o tio dele, na Tailândia, tem mais de 40 controles em casa por conta disso!

O estudo também levantou, a partir de pesquisas com consumidores, que o sofá é a primeira alternativa de procura em caso de perda do controle remoto para 49% das pessoas. Depois do sofá aparecem o banheiro, em segundo lugar, e o quarto onde se veste. Entre as opções bizarras, há gente que vai fazer um lanche na cozinha e esquece o controle dentro da geladeira!

Analisando estes casos bizarros, o escritor da Digital Life dá o conselho: antes de sair comprando um novo controle remoto, procure o que foi perdido em todos os lugares da casa.

Até 2013, China pode ultrapassar EUA em produção científica



Más notícias para o império americano: segundo um novo estudo, a China está a caminho de ultrapassar os EUA em produção científica, possivelmente em 2013 (ou seja, muito antes do esperado).

O país que inventou a bússola, a pólvora, o papel e a impressão ressurge: uma análise de pesquisas publicadas – uma das principais medidas de esforço científico – revela um crescimento surpreendente da ciência chinesa.

O estudo desafia o domínio tradicional dos Estados Unidos, Europa e Japão nessa área.

Segundo os pesquisadores, em 1996, primeiro ano da análise, os EUA publicaram 292.513 documentos, mais de 10 vezes mais do que a China, que publicou 25.474. Até 2008, o total dos EUA tinha aumentado muito ligeiramente para 316.317, enquanto o total chinês aumentou mais de 7 vezes, para 184.080. Os números são baseados em artigos publicados em revistas internacionais.

As estimativas anteriores para a taxa de expansão da ciência chinesa haviam sugerido que a China ultrapassaria os EUA somente depois de 2020. O novo estudo mostra que a China, depois de deslocar o Reino Unido como o segundo maior produtor líder mundial de pesquisa, poderia ultrapassar o império americano em tão pouco tempo quanto dois anos, se continuar nesse ritmo. As projeções variam, mas uma interpretação simples dos novos dados sugere que isso pode ocorrer já em 2013.

O potencial da China de alcançar as pesquisas americanas em termos de números absolutos, em curto e médio prazo, é claro. Ainda assim, o relatório salienta que a produção de pesquisa norte-americana não vai diminuir em termos absolutos, e levanta a possibilidade de países como Japão e França enfrentarem o desafio chinês.

Especialistas dizem não estarem surpreendidos com este aumento chinês, justamente por causa do enorme investimento que o país vem fazendo. Os gastos chineses cresceram 20% por ano desde 1999, atingindo agora mais de 165 bilhões de reais, e cerca de 1,5 milhões de estudantes em ciência e engenharia se formaram em universidades chinesas em 2006.

Mundialmente, isso é positivo, de grande benefício, embora alguns países possam ver essa ação como uma ameaça, o que serve de grito de alerta para que ninguém se torne complacente. Os pesquisadores descrevem “dramáticas” mudanças no cenário científico mundial, e advertem que isso tem implicações para a competitividade entre nações.

Segundo o relatório, as classificações científicas não são apenas de prestígio, mostram também a capacidade de um país de competir no cenário mundial. Junto com o crescimento da economia chinesa, este é mais um indicador do aumento extraordinariamente rápido da China como uma força global.

No entanto, um volume crescente de publicações científicas não significa necessariamente um aumento da qualidade das mesmas. Por exemplo, um indicador importante do valor de qualquer pesquisa é o número de vezes que ela é citada por outros cientistas em seu trabalho.

Apesar da China ter subido no ranking de “citações”, seu desempenho nesta medida está aquém dos seus investimentos e taxas de publicação. Os países emergentes precisarão de mais tempo para desafiar esse tipo ranking da comunidade científica internacional. Os trabalhos científicos do Reino Unido continuam a ser os segundos mais citados em todo o mundo, após os EUA.

Sim, a qualidade de ciência da China ainda não está à altura de sua quantidade. Vai levar muitos anos para que algumas das pesquisas alcancem os padrões ocidentais, mas os especialistas acreditam que a motivação chinesa, e sua determinação de não ser dependente de know-how estrangeiro, são capazes de recuperar o papel histórico do país como um líder global em tecnologia.

“Explosões de corrente elétrica” podem apagar fogo



Apesar da tecnologia de combate a incêndios ter avançado ao longo das últimas décadas (novas técnicas e novos instrumentos), fundamentalmente, ainda estamos apagando fogo à moda antiga: com uma mangueira de água.

Agora, pesquisadores americanos sugerem que os bombeiros poderiam extinguir as perigosas chamas não com um inibidor físico, mas com uma explosão de corrente elétrica.

Os cientistas descreveram um meio de suprimir ou extinguir o fogo sem alagar edifícios e gastar uma vasta quantidade de água. Graças à observação (que já tem 200 anos) de que cargas elétricas podem afetar a forma das chamas, os pesquisadores desenvolveram um “explosor” de onda elétrica que poderia ser a base de uma nova tecnologia de combate a incêndios.

O modelo desenvolvido envolve ligar um amplificador de 600 watts em uma espécie de “varinha” que direciona a corrente elétrica. Para testá-lo, os pesquisadores criaram uma chama aberta de 30 centímetros. De longe, a “varinha” foi capaz de apagar a chama inteiramente em todas as tentativas.

600 watts é aproximadamente o necessário para alimentar o som de um carro de gama alta, mas os pesquisadores acreditam que podem obter efeitos semelhantes com um décimo dessa potência. Isso significa que tais “explosores” poderiam ser carregados nas costas ou levados por bombeiros em casos de emergência.

O processo com o qual funciona a tecnologia parece simples, mas é na verdade muito complexo, e não muito bem compreendido (várias coisas diferentes acontecem ao mesmo tempo).

Porém, essencialmente, os pesquisadores afirmam que as partículas de carbono (fuligem) geradas durante a combustão (queima) são facilmente carregadas, e uma vez carregadas elas respondem a campos elétricos de forma estranha que afetam a estabilidade da chama. Se for possível afetar essa estabilidade por tempo o suficiente, a chama colapsa.

A nova tecnologia poderia permitir que os bombeiros abrissem caminhos em paredes de fogo, a fim de entrar em um prédio em chamas, ou abrir passagens de escape para as pessoas que estão no meio de um incêndio.

O dispositivo poderia até mesmo ser incorporado a pacotes de defesa dos prédios e instituições, poupando situações em que um edifício inteiro fica encharcado graças a um pequeno incêndio em um local isolado.

USP vai desenvolver “plástico de fibra de frutas”



Uma equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) está trabalhando em um projeto que pode revolucionar a produção de componentes plásticos para carros. Você pode achar que é ficção científica transformar bananas e abacaxis em um material resistente o suficiente para ser parte de um automóvel, mas é justamente disso que trata a iniciativa.

Quem explica é Alcides Leão, um dos cientistas envolvidos. Ele conta que é possível extrair fibras vegetais, de casacas de frutas comuns como banana e abacaxi, e trabalhar quimicamente para criar um plástico super-forte. “As propriedades deste plástico são incríveis. São muito leves, mais fortes: 30% mais leves e de três a quatro vezes mais fortes do que o plástico comum”.

Além disso, há uma vantagem ambiental. Enquanto a maioria dos compostos plásticos atuais são feitos de petróleo, não-renovável, o plástico de cascas de frutas é feito de uma fonte que não tira nada do meio ambiente.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Cientistas criam forma de antimatéria mais pesada já vista



Recentemente, um colisor (RHIC) em Nova York, EUA, criou a maior e mais complexa antimatéria vista até agora; antinúcleos de hélio, cada um contendo dois anti-prótons e dois anti-nêutrons.

O RHIC colide núcleos atômicos pesados, como chumbo e ouro, para formar bolas microscópicas, onde a energia é tão densa que muitas novas partículas podem ser criadas.

Antipartículas têm carga elétrica oposta às partículas ordinárias da matéria (os antinêutrons, que são eletricamente neutros, são compostos de antiquarks que têm carga oposta aos seus homólogos normais).

Essas partículas se aniquilam no contato com a matéria, tornando-as notoriamente difíceis de se encontrar e trabalhar. Até recentemente, a unidade mais complexa de antimatéria já vista era o contraponto do núcleo de hélio-3, que contém dois prótons e um nêutron.

No ano passado, cientistas anunciaram a criação de uma nova variedade de antimatéria. Chamada de anti-hiper-tríton, ela é feita de um antipróton, um antinêutron e uma partícula instável chamada anti-lambda. O anti-hiper-tríton era a antipartícula mais pesada conhecida até agora.

Porém, a nova criação não ajuda a responder uma grande questão da física, que é por que o universo, em geral, não é cheio de antimatéria. Na verdade, as teorias padrão dizem que a matéria e a antimatéria foram criadas em quantidades iguais nos primeiros instantes do universo, mas, por razões desconhecidas, a matéria prevaleceu.

Um experimento chamado Espectrômetro Magnético Alfa, previsto para ser lançado para a Estação Espacial Internacional em abril, vai tentar resolver o problema.

Os cientistas acreditam que os antiprótons ocorrem naturalmente em pequenas quantidades entre as partículas de alta energia que atingem a Terra, chamadas raios cósmicos.

O experimento também irá procurar antipartículas mais pesadas. Se o anti-hélio for produzido apenas raramente em colisões, a busca não deve encontrar anti-hélio. Se o experimento encontrar níveis mais elevados de anti-hélio, isso poderia reforçar a teoria de que a antimatéria não foi inteiramente destruída no início do universo, mas apenas “separada” em uma parte diferente do espaço, onde não entra em contato com a matéria.

O segundo maior antielemento, o anti-lítio, pode, em teoria, formar antimatéria sólida à temperatura ambiente, entretanto, os pesquisadores acreditam que isso será muito mais difícil de identificar. A equipe calcula que o anti-lítio irá ocorrer em suas colisões menos de um milionésimo de vezes que o anti-hélio, colocando-o fora do alcance dos grandes colisores.

Astrônomos flagram duas estrelas se fundindo



Pela primeira vez, cientistas foram capazes de observar diretamente a fusão de duas estrelas vizinhas com o objetivo de formar apenas uma. Especialistas sugerem que há décadas que tais estrelas – que giram tão próximos uma das outras que as suas camadas exteriores realmente se tocam – estão nesse processo de “mistura”. O novo trabalho de Romuald Tylenda e colaboradores, do Centro Astronômico Nicolaus Copernicus, em Torun, na Polônia, pegou as estrelas no flagra.

O relato dos investigadores de terem pego as estrelas do ato “não é apenas plausível, é convincente”, opina Robert Williams, do Instituto Científico Telescópio Espacial, de Baltimore, Estados Unidos, que não esteve envolvido no estudo. Os resultados, que será publicado na próxima edição da revista internacional “Astronomia e Astrofísica”, complementa informações a trabalhos anteriores que tentam compreender a natureza do par de estrelas, conhecidas como V1309 Scorpii.

V1309 Scorpii foi descoberta em 2008, quando entrou em erupção com um clarão brilhante. A partir daquele momento, os astrônomos propuseram várias explicações para a explosão, porém, sem chegar a um consenso.

A mais recente descoberta veio após um golpe de sorte: Tylenda percebeu que o telescópio do Experimento de Lentes Ópticas Gravitacionais da Universidade de Varsóvia – um projeto que busca encontrar matéria escura desde meados dos anos 1990 – apontava para a região da V1309 Sco no céu por anos. Depois de mais de 2 mil observações feitas entre os anos de 2002 e 2010, ele e seus colegas descobriram variações de luz que sugerem que a V1309 Sco foi originalmente uma estrela binária de contato, um par de estrelas que circulam e se tocam a cada 1,4 dias. Com o tempo, essa variação periódica foi ficando cada vez menor à medida em que as camadas das estrelas foram se unindo e criaram um casulo abrangendo ambas as órbitas das estrelas.

Nesse ponto, o objeto ficou cada vez mais brilhante. A intensidade de sua luz dobrava a cada 19 dias até o final de agosto de 2008, quando atingiu seu ápice luminoso por 10 dias. A explosão final da V1309 Sco ocorreu naquele mês, quando os núcleos das estrelas finalmente foram mesclados e a energia combinada irrompeu para fora. Tornou-se 10 mil vezes mais brilhante que sua luminosidade original e mais de 30 mil vezes mais brilhante que o sol e então rapidamente perdeu o brilho e, ao longo, de alguns meses voltou à sua luminosidade original.

A melhor explicação para essas variações é a fusão de um sistema binário de contato, segundo Tylenda e seus colegas.

Enquanto o objeto resultante deve ser uma estrela – embora com uma estrutura interna estranha e com uma rápida rotação -, o material expelildo durante a fusão dos corpos celestes bloqueia quase por completo a visão da V1309 Scopii. Por isso, os astrônomos ainda não podem ver como a nova estrela se parece. Os astrônomos já solicitaram mais tempo no telescópio espacial Hubble para observar o objeto, conta Williams. “Entretanto, pode levar anos até que o disco de material diverso se dissipe”, nota Stefan Kimeswenger, cientista da Universidade de Innsbruck, Áustria.

Título de estrela mais fria do Universo está em novas mãos



Cientistas franceses anunciaram nesta semana a descoberta de uma estrela cuja temperatura parece ser de cerca de 100ºC, ponto de fervura da água. Esse número projeta a nova estrela, localizada a cerca de 75 anos-luz da Terra, como a mais fria já registrada pela astronomia.

A rigor, não se trata de uma estrela comum, e sim o que os astrônomos chamam de “Anã-marrom”. Trata-se uma classificação para os astros que deveriam se tornar estrelas, mas “não conseguiram” (estrelas fracassadas). Basicamente, é um corpo celeste que não conseguiu reunir hidrogênio suficiente em seu núcleo para tornar-se uma estrela, mas é mais densa do que um planeta.

Esta nova Anã-marrom (que por enquanto é identificada apenas pelo nome técnico CFBDSIR 1458+10B), vista a partir de um observatório espacial localizado no Chile, foi descoberta por representantes de duas entidades científicas da França. Eles consideram que é possível achar corpos celestes ainda mais frios em breve, procurando no complexo de anãs-marrons onde a CFBDSIR 1458+10B está inserida.

Para comparação: o nosso Sol apresenta uma temperatura de 5500ºC na superfície, ou seja, cerca de 55 vezes mais do que esta nova descoberta.

Sal marítimo pode dificultar recuperação nuclear no Japão



O sal corrosivo da água do mar pode ser mais um problemas na usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada há duas semanas pelo grande terremoto, seguido de um tsunami no Japão.

A violência das águas destruiu as unidades de controle que tinham o objetivo de manter a refrigeração da água que flui através dos reatores em caso de emergência, obrigando os operadores da usina a utilizar água do mar para resfriar seus reatores e tanques de armazenamento de combustível.

Agora, os especialistas estão preocupados quanto aos possíveis efeitos prejudiciais do depósitos de sal em reatores e sistemas de refrigeração. A água do mar ferve por conta do intenso calor do combustível, mas as partículas salinas permaneces no local.

Aproximadamente 26 toneladas de sal já podem ter sido acumuladas na unidade 1 do reator, enquanto acredita-se que as unidades maiores 2 e 3 contenham o dobro dessa quantidade. As estimativas são de Richard Lahey, que era chefe de pesquisa de segurança em reatores de água fervente da General Electric quando a empresa os instalou em Fukushima Daiichi.

Lahey conta que um grupo internacional de especialistas nucleares foi criado para solucionar o problema. A ideia é tentar inundar com água fresca, o mais rápido possível, os compartimentos em que o sal está armazenado na tentativa de mandar os depósitos volta para o mar.

A preocupação, de acordo com Lahey, é que o sal forme camadas de revestimento sobre as locais que armazenam o combustível, fazendo com que eles se aqueçam ainda mais rápido, o que anula o objetivo primordial de resfriamento através da água.

Andrew Sherry, do Centro Nuclear do Instituto Dalton, da Universidade de Manchester, Inglaterra, alerta para dois outros problemas que podem surgir.

Um deles é a possibilidade dos depósitos de sal entupirem tubos, bombas e válvulas do sistemas de refrigeração, impedindo-os de funcionar corretamente quando a usina voltar a funcionar.

“Os resíduos vão restringir o fluxo, não há dúvida sobre isso”, garante Sherry. “Se isso leva a problemas graves nas bombas ou nas válvulas de abertura, eu não sei”.

A segunda é que o cloreto de sódio presente no sal pode estar criando buracos na camada externa de revestimento de óxido de zircônio dos locais de armazenamento de combustível. Essa corrosão poderia chegar até o combustível radioativo, formando buracos e rachaduras que permitiriam a liberação de elementos radioativos, o que agravaria a situação de intoxicação radioativa no ambiente.

Isso poderia levar a novos danos provenientes de outras fontes, principalmenteas explosões de gás hidrogênio liberado a partir de reações de óxido de zircônio com vapor d’água, o que ocasiona a liberação de vapores contendo iodo-131 e césio-137, substâncias altamente radioativas.

Nos últimos dias, os níveis de ambos os isótopos têm aumentado no solo, na água do mar, em alimentos e na água potável na região. No dia 24, foram registrados níveis de iodo-131 duas vezes acima do limite de segurança na água da torneira das residências de Tóquio, a 220 quilômetros ao sul da usina. Autoridades do país chegaram a desaconselhar a utilização de água no leite em pó para bebês. A proibição durou apenas um dia devido à queda no nível preocupante, mas o alerta permanece.

Os níveis de substâncias radioativas no leite e nos vegetais produzidos perto da usina nuclear também têm aumentado a ponto de os residentes da província de Fukushima serem advertidos para não comer espinafre nem outros vegetais de folhas verdes.

Se o sal está contribuindo para os problemas ou não, Sherry diz que seria útil livrar-se dele de qualquer maneira. “Em última análise, pretendemos expulsar a água do mar completamente e restabelecer as condições normais de funcionamento químico do sistema de reator”, afirma.

Há sinais encorajadores de que esse processo pode prestes a acontecer. Até o dia 24, a energia tinha sido restabelecida em todos os seis reatores de Fukushima, assim como as luzes voltaram a funcionar na sala de controle das unidades 1 e 3. Antes disso, trabalhadores eram obrigados a passar a jornada na escuridão completa.

Mais importante, os trabalhadores também estão perto de testar uma bomba de refrigeração que, pela primeira vez, é capaz de injetar água fresca ao invés de água do mar no reator da unidade 3.

Apesar da boa notícia, uma nota triste. Dois trabalhadores tiveram de ser hospitalizados após caminhar na água contaminada radioativamente durante a instalação dos equipamentos necessários.

domingo, 27 de março de 2011

EUA terão novamente o supercomputador mais rápido do mundo



Os nerds norte-americanos em breve terão mais um motivo para sorrir. A coroa de “supercomputador mais rápido do mundo” voltará para as mãos dos Estados Unidos. Um laboratório nacional do país planeja lançar o supercomputador “Titan” no ano que vem, cuja velocidade de processamento é maior do que o atual detentor do registro, da China, bem como todos os outros concorrentes.

O novo gigante de computação está programado para realizar 20 mil trilhões de cálculos (20 petaflops) por segundo, de acordo com informações divulgadas. Isso bate com folga o supercomputador Tianhe-1A (foto), da China, que pode fazer 2,5 mil trilhões de cálculos (2,5 petaflops) por segundo.

Tais números são impressionante em escala humana. Seriam necessários 120 bilhões de pessoas com 120 bilhões de calculadoras durante 50 anos para fazer o que o supercomputador Titan pode fazer em um dia.

O supercomputador custou cem milhões de dólares e deve assumir a tarefa de calcular complexos sistemas para o Departamento de Energia dos EUA. Uma vez concluído pela CrayComputadores, ele se juntará a seus primos um pouco mais lentos na Biblioteca Nacional Oak Ridge, no estado de Tennessee, Estados Unidos.

Supercomputadores obtêm sua supervelocidade de muitos processadores interligados. Isso exige sistemas de interconexão cada vez mais recentes e atualizados que permitam a transferência de dados o mais rápido possível entre os processadores.

Mas o Titan pode não ficar sozinho em 2012. A IBM também planeja lançar sua própria máquina de 20 petaflops, chamado Sequoia, no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, no mesmo ano. Sequoia se concentrará em simulações de explosões nucleares para o propósito de eliminar do mundo real testes nucleares.

Países como o Japão e a China continuam a construir supercomputadores incrivelmente rápidos, e assim não há nenhuma garantia de quanto tempo os Estados Unidos podem manter a coroa da supercomputação.

Testosterona em gel



A companhia farmacêutica inglesa ProStrakan divulgou um estudo sobre a influencia positiva da testosterona no tratamento de homens com diabetes tipo 2. A resistência a insulina faz com que o corpo não “saiba” como processar o açúcar. Os pesquisadores verificaram que aplicar testosterona em gel reduziria o problema em homens diabéticos, que tinham níveis mais baixos do hormônio, ou em homens sem diabetes, mas com um nível alto de fatores de risco para doenças do coração chamado síndrome metabólica. A aplicação também reduziu o nível do colesterol dos homens que participaram dos testes, e até causou melhoras em suas funções sexuais em relação a outro grupo que recebeu um gel sem testosterona.

O estudo foi liderado pelo médico T. Hugh Jones, do Barnsley Hospital, do Reino Unido. Ele e seus colegas afirmaram que o gel com testosterona, Tostran, da ProStrakan, funcionou bem no teste que fizeram com 220 homens de meia idade que sofriam de diabetes tipo 2 ou síndrome metabólica. Os resultados foram positivos comparados ao grupo de controle. A resistência à insulina diminuiu 16% nos homens que receberam o Tostran, apesar do fato de que eles já estavam recebendo metamorfina, remédio que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

Apesar de diminuir a resistência à insulina, ainda não houve uma diferença significativa em termos de controle de açúcar no sangue, a principal meta na luta contra diabetes. Os pesquisadores descobriram que a função sexual nos homens melhorou, com exceção de casos de disfunção erétil. Como efeitos colaterais, foram observados inchaço nas juntas e no peitoral.

A testosterona já é utilizada no tratamento de problemas sexuais em homens cujo nível deste hormônio é mais baixo que o normal. O problema é que o gel pode custar até US$ 250 por mês, e os médicos discordam sobre qual é o mínimo de testosterona que o homem precisa ter para começar uma reposição. Alguns acreditam que o remédio pode estar sendo usado de maneira desnecessária.

É preciso olhar com cautela para estudos realizados por empresas farmacêuticas, mas cautela não significa rejeitá-los. Vamos aguardar as próximas novidades.

Sinais de rádio de Saturno confundem cientistas



Saturno acabou de ficar ainda mais estranho. A sonda Cassini, da NASA, descobriu recentemente que os sinais de onda de rádio vindos do planeta são diferentes nos hemisférios norte e sul, uma divisão que pode afetar a forma como os cientistas medem o comprimento do dia do planeta.

E a confusão não para por aí. Segundo os astrônomos, as variações de sinal, que são controladas pela rotação de Saturno, também mudam drasticamente ao longo do tempo, aparentemente em sincronia com as estações do planeta.

Saturno emite ondas de rádio naturais, conhecidas como radiações quilométricas de Saturno (RQS). Embora essas ondas sejam inaudíveis aos ouvidos humanos, para a sonda Cassini elas soam como rajadas de uma sirene de ataque aéreo, e variam de acordo com cada rotação do planeta.

Os pesquisadores pensavam que compreendiam esses padrões de ondas de rádio do planeta, uma vez que em Júpiter eles eram tão simples. Com os novos dados, entretanto, os cientistas perceberam que as emissões de rádio de Saturno são muito diferentes.

Os cientistas converteram as diferentes emissões de ondas de rádio do planeta para a faixa de áudio humana.

Quando sondas da NASA visitaram Saturno no início de 1980, as emissões RQS do planeta indicavam que a duração de um dia em Saturno era de cerca de 10,66 horas. Depois, outra nave espacial descobriu que a explosão de rádio variava de segundos a minutos.

Agora, outras observações mostraram ainda que as emissões não são nem mesmo um solo, e sim um dueto. Porém, os dois “cantores” do planeta não estão em sincronia. As ondas de rádio provenientes de perto do pólo norte de Saturno tem um período de cerca de 10,6 horas, enquanto aquelas que vêm de torno do pólo sul se repetem a cada 10,8 horas.

E tem mais: esses números mudam novamente conforme estações. Em dezembro, um estudo utilizou dados da sonda Cassini para mostrar que o período do sul diminuiu de forma constante, e o do norte aumentou, com os dois finalmente convergindo em torno de 10,67 horas em março passado.

Isso aconteceu sete meses depois do equinócio de primavera de Saturno, em agosto de 2009, quando o sol brilhava diretamente sobre o equador do planeta. Desde então, o padrão tem sido contínuo, com o período das emissões RQS sul diminuindo e as do norte aumentando.

Depois de muita análise, os cientistas concluíram que as variações de emissão de rádio realmente diferem de um hemisfério para outro. E esse comportamento estranho muda dentro de um ano de equinócios.

Então, o que está acontecendo? Os cientistas não acreditam que as diferenças nos períodos de ondas de rádio têm a ver com os hemisférios estarem realmente girando em velocidades diferentes. Mais provavelmente, as mudanças são causadas por variações de ventos de alta altitude nos hemisférios norte e sul. O comportamento da magnetosfera de Saturno (a bolha magnética que circunda o planeta inteiro) também pode ter um impacto.

Em outro estudo, pesquisadores descobriram que as auroras norte e sul – espetáculos de luz causados pela interação do vento solar com o campo magnético de Saturno – vacilaram para frente e para trás em latitude em um padrão correspondente às variações RQS.

Ainda outra pesquisa mostrou que o campo magnético de Saturno acima dos dois pólos varia no tempo com as auroras e as emissões de ondas de rádio.

A chuva de elétrons na atmosfera, que produz as auroras, também produz as emissões de rádio e afeta o campo magnético do planeta. Assim, os cientistas pensam que todas essas variações vistas são relacionadas à influência do sol sobre o planeta.

Resistência de plantas à radiação indica possibilidade de agricultura em Marte



A comunidade científica sempre abominou a mistura entre agricultura e radiação. Áreas que tivessem sido alvo de acidentes nucleares (como o desastre de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986) são vetadas para qualquer tipo de plantação. Mas um grupo de cientistas da Academia de ciências da Eslováquia está derrubando essa visão.

Eles plantaram, com sucesso, 720 variedades vegetais na cidade de Chernobyl (tanto em solo “limpo” como contaminado), e apenas 5% sofreram alterações genéticas. Ainda assim, como esclarece o professor Martin Hadjuch, forma mudanças leves que não influem no desenvolvimento direto da planta. Essa descoberta – de que a radiação não é necessariamente nociva para a agricultura – abre espaço para novas teorias em uma velha ideia científica: plantar vegetais em outros planetas.

Fazer agricultura em Marte, ou na Lua, sempre foi visto como ficção científica devido ao nível elevado de radiação no solo e no ar destes corpos celestes. Segundo o conceito da maioria dos cientistas até hoje, seria necessária a criação de poderosos escudos de radiação nas plantações espaciais, para evitar que qualquer elemento nocivo entrasse em contato com os vegetais. A partir desse novo estudo, os cientistas eslovacos defendem que talvez não sejam necessárias tantas precauções, já que aparentemente as plantas “aprenderam” a sobreviver em ambientes radioativos.

sábado, 26 de março de 2011

Nossa galáxia pode conter 2 bilhões de planetas com vida alienígena



Ultimamente, os cientistas andaram fazendo cálculos e tentando encontrar probabilidades e porcentagens para a vida alienígena no universo.

Agora, esse número acaba de aumentar: um novo estudo mostra que aproximadamente uma em cada 37 ou uma em cada 70 estrelas como o sol podem abrigar vida extraterrestre. Os dados sugerem que bilhões de planetas como a Terra podem existir na nossa galáxia.

Os novos cálculos são baseados em informações do telescópio espacial Kepler, que em fevereiro surpreendeu o mundo ao revelar mais de 1.200 possíveis mundos alienígenas, incluindo 68 planetas do tamanho da Terra.

O telescópio chegou a essas conclusões observando o escurecimento que ocorre quando um planeta transita ou passa diante de uma estrela.

Em seguida, os pesquisadores da NASA filtraram esses dados, e focaram nos planetas do mesmo tamanho que a Terra em zonas de habitabilidade de suas estrelas, isto é, dentro de órbitas onde a água líquida pode existir na superfície desses mundos.

Depois de analisarem quatro meses de dados, os cientistas determinaram que 1,4 a 2,7% de todas as estrelas parecidas com o sol devem ter planetas semelhantes à Terra (entre 0,8 e 2 vezes o diâmetro da Terra, e dentro da zona de habitabilidade de suas estrelas).

Isso significa dois bilhões de análogos da Terra na nossa galáxia. E isso só na nossa galáxia: há 50 bilhões de outras galáxias, até onde sabemos. Por isso, os cientistas acreditam numa boa chance de encontrar vida, talvez até mesmo vida inteligente, lá fora.

No futuro próximo, os cientistas prevêem que um total de 12 mundos semelhantes à Terra poderão ser encontrados. Quatro deles já foram vistos nos quatro meses de dados divulgados até agora.

Quando se trata das 100 estrelas parecidas com o sol mais próximas do nosso planeta, algumas dentro de um ano-luz de distância, os resultados sugerem que apenas cerca de 2 mundos semelhantes à Terra podem ser encontrados.

E tais números podem subir. As estrelas anãs vermelhas também podem hospedar planetas semelhantes à Terra, e essas estrelas são muito mais comuns do que as estrelas parecidas com o sol. Porém, é muito mais difícil detectar um planeta do tamanho da Terra em trânsito na frente de uma anã vermelha, então os cientistas estão tentando identificar os planetas em volta dessas estrelas pela força gravitacional que eles exercem uns sobre os outros.

Mais óleo no Golfo do México?



O desastre ambiental causado pelo derramamento de óleo no Golfo do México mal completou um ano e oficiais já alertam para outro vazamento na costa do estado da Louisiana, nos EUA.

“Não é um incidente tão grande em termos de quantidade de produto, mas está espalhado por uma área extensa”, disse o Capitão da Guarda Costeira, Jonathan Burton. “Tem produto espalhado por uma linha de mais de 48 quilômetros ao longo da costa”. Depoimentos de uma substância parecida com óleo na costa da Grand Isle começaram a chegar no último sábado, disse Burton. Segundo ele, o brilho na superfície da água se estende por oito quilômetros.

Na noite de quarta-feira, ainda não se sabia quanto óleo foi liberado no Golfo, mas a mancha não causou nenhum impacto no tráfego marinho e ainda não houve nenhum relato de impacto no ecossistema local, afirmou o guarda Steve Lehmann. Testes revelaram que a substância não era bruta, eliminando a possibilidade de um navio ter liberado um produto refinado. A amostra se parecia muito com o óleo produzido por uma empresa de petróleo e gás muito conhecida, de Houston, Texas.

Apesar de ter concordado em ajudar na limpeza, a empresa negou ser a responsável e a Guarda Costeira preferiu não definir um culpado. “Não faremos isso enquanto não estivermos 100% certos. E ainda não estamos neste ponto”, disse Lehmann.

A área ainda está sendo monitorada após ter sido afetada pelo desastre de 2010, que liberou cerca de cinco milhões de barris de óleo no Golfo do México. Os profissionais responsáveis pelo monitoramento foram os responsáveis pela detecção da nova mancha.

Mistério: os oceanos estão perdendo nitrogênio e ninguém sabe por que



Qualquer um que prestou bastante atenção nas aulas de biologia lembra que o nitrogênio é um dos elementos essenciais para a existência da vida. Mas, ultimamente, muito nitrogênio está deixando os oceanos e pouco está entrando, deixando cientistas confusos.

A pesquisadora Alyson Santoro está, atualmente, viajando pela costa do Chile e tentando entender esse fenômeno. Segundo ela, as pesquisas mostram que os oceanos perdem um bilhão de quilos de nitrogênio todos os anos. E isso não quer dizer necessariamente que o nitrogênio está sendo perdido, mas que nós não entendemos de onde o nitrogênio vem e para onde ele vai.

Santoro, e mais uma equipe de especialistas, ficará 35 dias a bordo de uma embarcação, analisando amostras de micróbios oceânicos de diferentes lugares para descobrir o que está havendo. Como os micróbios puxam nitrogênio da atmosfera, uma análise deles deve revelar o que está acontecendo.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Como fazer com que ratos virem bissexuais



Um novo estudo mostrou que tirando certos neurotransmissores de ratos, eles ficam mais suscetíveis a procurar relações com outros machos.

Cientistas chineses criaram ratos machos sem serotonina (um neurotransmissor) que viraram bissexuais, procurando relações tanto com fêmeas quanto com machos. Com apenas uma dose de serotonina, no entanto, eles viraram heterossexuais novamente.

Segundo os autores do estudo, é a primeira vez em que um neurotransmissor é associado com preferências sexuais em mamíferos. Mas desde já os cientistas deixam claro que seria premeditado associar essas descobertas a humanos também. Apesar de semelhanças estruturais entre os mamíferos, não funcionamos da mesma forma.

Prozac, por exemplo, é basicamente serotonina. Nem por isso as pessoas que tomam o remédio viram homossexuais ou heterossexuais.

Mulheres têm mais arrependimentos românticos do que os homens



Segundo um novo estudo, mulheres se arrependem mais de relacionamentos passados do que os homens. O estudo foi feito pelo professor da Universidade de Northwestern Neil Roese, que pediu a 370 pessoas que listassem seus maiores arrependimentos.

Dessas pessoas, 44% das mulheres mencionaram arrependimentos românticos. Em relação aos homens, o maior arrependimento era em relação ao trabalho. Apenas 19% listaram o romance.

Isso acontece, mesmo nos tempos modernos, porque uma das maiores conquistas para a mulher é arranjar um bom marido, enquanto a campeã, para os homens, é ter uma boa carreira.

Mas uma estatística interessante da pesquisa de Roese é que um dos arrependimentos mais populares entre as mulheres casadas era “não ter se divorciado mais cedo”.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Rússia pode criar centro de pesquisas sobre Yeti



O Yeti, também conhecido como Abominável Homem das Neves, é um mito popular na Rússia. Então, o governo de Kemerovo, uma região no oeste da Sibéria, está considerando criar um centro de pesquisas pra estudar melhor a criatura.

O anúncio aconteceu depois de uma série de relatos de Yetis aparecendo pela região, com pelo menos 15 testemunhas. Um cara, chamado Afanasy Kiskorov chegou até a dizer que salvou um espécime de morrer afogado no rio. Ele os descreve como seres de pêlo vermelho e preto, que conseguem escalar árvores.

Na Rússia, hoje, há pelo menos 30 cientistas que se dedicam ao estudo do Yeti e todos eles seriam recrutados pelo novo centro de pesquisas.

A cidade de Tashtagol, que receberia o centro de pesquisas, também receberá uma conferência de estudos de hominídeos, que decidirá se ele poderá ser implantado ou não. A cidade é conhecida por usar o Yeti para conseguir turistas – ela já possui o dia anual do Yeti e tem um festival conhecido como “O Mundo do Yeti”.

Os olhos de Elizabeth Taylor eram violetas?



Elizabeth Taylor foi famosa por seus filmes, sua beleza, por ser amiga de Michael Jackson e por seus vários casamentos (ela se casou oito vezes). Mas, além de tudo isso, seus supostos olhos cor violeta também causaram furor durante sua carreira. Mas será que eram de verdade?

Hoje em dia, qualquer pessoa pode ter olhos violeta, basta comprar um par de lentes. Contudo, as lentes coloridas só começaram a ser vendidas em 1983. Sim, a cor dos olhos dela era realmente violeta.

A aparência da iris é determinada pela quantidade do pigmento melanina ela contém. Quanto mais melanina, mais escuro seus olhos serão (os níveis são determinados por seus genes). Por exemplo, as íris de uma pessoa com olhos castanho escuro têm mais melanina que os olhos de uma pessoa com olhos verdes. No caso da atriz, ela tinha uma quantidade específica, e muito rara, de melanina, que se aproximava da cor de uma pessoa com olhos azuis.

“Há muitas variações de azuis e cinzas, com outras nuances entre elas. Violeta pode ter sido a pigmentação típica dela”, disse o oftalmologista Norman Saffra. “É possível ter olhos desta cor, tudo depende da quantidade de melanina”. Ele explica que a cor dos olhos também pode mudar dependendo da absorção de luz. Como exemplo, o médico diz que se usarmos uma camiseta branca, a luz vai refletir e fazer a cor da íris parecer um pouco mais clara.

Para as garotas, outra dica: maquiagem também pode influenciar na cor dos olhos. Elizabeth Taylor era constantemente fotografada usando sombras azuis ou roxas para realçar a cor natural de seus olhos. As sombras escuras ou delineador de cor preta também podem destacar os olhos.

Cientistas do Taiwan desenvolvem um monitor feito de seda



A busca por um material barato para fazer telas de computador flexíveis foi o que levou pesquisadores do Taiwan a uma nova descoberta. Os cientistas, da Universidade Nacional de Tsing Hua, extraíram as proteínas da seda das teias de aranha, coletaram e desenvolveram um composto líquido que pode ser usado em monitores. A grande vantagem deste novo material, como explicam os pesquisadores, é o baixo custo.

A ideia, como conta o cientista Hwang Jenn-Chang, é produzir uma finíssima película a partir das proteínas extraídas da seda, criando uma membrana para os transistores. A eficiência, segundo Hwang, fica 20 vezes superior à do transistor comum, e produzir uma tela com essa tecnologia adiciona um preço incrivelmente baixo: 3 centavos por unidade.

Fazer monitores a partir de materiaiss orgânicos é um conceito relativamente novo, embora empresas como a Sony já tenham obtido sucesso em algumas tentativas. Mas a tecnologia da proteína da seda seria um substituto barato e acessível para a tela rígida, feita de silicone, que domina o mercado atualmente. Os pesquisadores preveem, no entanto, que ainda vai levar dois ou três anos para que este recurso seja aplicado em computadores à venda.

Isso demandaria, obviamente, um estoque em massa de seda de teia de aranha, que é a matéria-prima dos Taiwaneses. Felizmente para eles, cientistas já estão trabalhando geneticamente para criar uma raça de aranhas especializadas em produzir uma super-seda, mais resistente e que possa ser produzida em larga escala.

Novo método de tintura pode criar tecidos com propriedades medicinais



Pesquisadores de Singapura criaram um novo método de tintura para tecidos – o próprio bicho da seda é modificado para produzir seda colorida. Além da praticidade, o método também pode criar tecidos com propriedades medicinais.

Os cientistas fornecem uma dieta especial aos bichinhos, que produzem sedas fluorescentes de determinadas cores. O bicho da foto, por exemplo, está em uma dieta de frutas vermelhas e produz uma fibra cor-de-rosa.

O mesmo método pode ser usado para fabricar tecidos medicinais – alimentando os bichos da seda de outra forma, por exemplo, eles podem fabricar tecidos com propriedades antibacterianas, que podem ser usados para cobrir ferimentos.

Babuínos fêmeas são vítimas de “abuso doméstico”



E elas sofrem tanta violência que não conseguem escapar, mesmo se têm a oportunidade.

Nos bandos de babuínos os machos controlam as fêmeas através de pancadas e mordidas. E elas só conseguem se afastar de seu macho e seu bando se são “seqüestradas” por outro macho.

Todas as vezes em que um seqüestro desses acontece, o macho original tenta recuperar sua fêmea. Especialistas acreditam que esse seqüestro não é considerado “justo” na sociedade dos babuínos, o que explica a movimentação do macho para recuperar sua parceira.

As fêmeas também ajudam nas missões de resgate e as que não são “seqüestradas” sempre voltam para o macho original, mesmo que ele seja fonte de ameaças.

Especialistas traçaram um paralelo entre o comportamento desses babuínos e certas síndromes que podem acometer humanos, nas quais a vítima de violência cria um vínculo forte com seu algoz e não consegue escapar dele.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Bizarro: artista faz perfume com os próprios excrementos



O artista britânico Jamie Nicholas usou suas próprias fezes como matéria prima para produzir seu perfume, uma fragrância que ele chamou de “Surplus”. E, acredite ou não, ele já vendeu 25 frascos, por 65 dólares cada.

Em uma entrevista, Nicholas afirmou que teve a ideia de produzir o perfume depois de ter lido um livro chamado “História da Merda” (The hystory of shit) – lá, ele aprendeu que historicamente, os cheiros bons eram usados para cobrir os cheiros ruins. Estudando mais o assunto, ele descobriu que muitas das moléculas que compõem os cheiros bons e os ruins são as mesmas, elas só aparecem em concentrações diferentes.

Por exemplo, uma molécula chamada Skatol está presente tanto nas fezes quando nas flores de laranjeira.

A produção do perfume de fezes acontece no apê de Nicholas, onde ele trabalha com as janelas abertas tampando o nariz. Ele ficou uma semana tentando extrair os óleos essenciais das fezes e depois destilou sua mistura. Foram produzidas 85 garrafas e ele já conseguiu vender 25 delas.

O próprio artista admitiu que raramente usa seu perfume, embora alguns clientes tenham elogiado o cheiro.

Telescópio Spitzer fotografa o centro de nossa galáxia



O centro da Via Láctea é difícil de ver no espectro normal de luzes, isso porque a poeira espacial bloqueia a nossa visão. Mas a visão infravermelha do telescópio Spitzer pode penetrar pela poeira e tirar fotos do centro da nossa galáxia.

Segundo a Nasa, a paisagem que vemos na foto acima é imensa: horizontalmente, tem 2400 anos luz e, verticalmente, 1360 anos luz.

A parte mais brilhante é o aglomerado de estrelas central, que fica a cerca de 26 mil anos luz da Terra. As áreas verdes e vermelhas são de poeira espacial, associadas com regiões de formação de estrelas.

O centro representa várias estrelas orbitando um buraco negro, mas ele está tão distante que a luz toda se funde, formando uma única imagem.

“Olho de Sauron” é descoberto em galáxia distante



Cientistas descobriram um buraco negro supermassivo que gerou uma estrutura que se parece com o “Olho de Sauron”, da trilogia de J.R.R. Tolkien, “O Senhor dos Anéis”.

O buraco negro está no centro de uma galáxia espiral chamada NGC 4151, há 43 milhões de anos-luz da Terra. A imagem tirada do objeto é uma composição de dados de vários telescópios diferentes, revelando uma gigantesca estrutura que os astrônomos dizem que lembra o ‘olho que tudo vê’.

Na “pupila” do olho, raios-X (parte azul) vistos de um observatório da NASA se misturam com dados de luz visível (parte amarela) pegados por outro telescópio, indicando emissões de hidrogênio carregadas positivamente. A parte vermelha, ao redor da “pupila”, mostra hidrogênio neutro, detectado por meio de observações de rádio. As bolhas amarelas intercaladas ao longo da borda vermelha são regiões onde a formação estelar ocorreu recentemente.

A emissão de raios-X perto do coração da galáxia foi provavelmente causada por uma explosão alimentada pelo buraco negro supermassivo. Os cientistas propuseram dois cenários diferentes para explicar a emissão de raios-X.

Uma possibilidade é que o buraco negro central estava crescendo muito mais rapidamente cerca de 25.000 anos atrás. Segundo a teoria, a radiação produzida pelo material que cai dentro do buraco negro foi tão brilhante na época que os elétrons foram atirados longe. Raios-X foram emitidos quando os elétrons se recombinaram com os átomos ionizados.

O segundo cenário pressupõe um material espiralando dentro do buraco negro, que gerou um vigoroso fluxo de gás a partir da superfície de um disco de acreção. Este fluxo, no seu caminho, aqueceu o gás a temperaturas emissoras de raios-X.

Ambos os cenários prevêem que uma explosão aconteceu em um passado relativamente recente. Segundo os cientistas, os períodos de alta atividade são comuns, tornando-se pelo menos 1% do tempo de vida do buraco negro.

Como a NGC 4151 é uma das galáxias mais próximas à Terra que contém um buraco negro em crescimento ativo, oferece uma das melhores oportunidades para estudar a interação entre um buraco negro e o gás circundante da sua galáxia anfitriã.

Essa interação, ou “feedback”, é conhecida por desempenhar um papel chave no crescimento de buracos negros e galáxias hospedeiras. Se a emissão de raios-X em NGC 4151 se originar a partir do gás quente aquecido na saída do buraco negro central, seria uma forte evidência para o “feedback” de buracos negros.

Como os óvulos atraem o esperma?



Quando um óvulo humano está pronto para ser fertilizado, ele libera químicos que atraem o esperma que pode estar pelos “arredores”. Agora que cientistas descobriram como essa mecânica acontece, é possível criar anticoncepcionais que não sejam hormonais.

Biólogos sempre souberam que o óvulo liberava químicos para encorajar o esperma, mas a natureza molecular dessa interação não era conhecida.

Pesquisas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, EUA, estudaram o movimento dos espermatozóides e descobriram que, quando entram em contato com a progesterona, eles parecem desenvolver mais energia e se movem mais rápido.

A progesterona também se liga a um canal de íons dentro dos espermatozóides e isso faz com que um fluxo de íons os impulsione.

Essa descoberta pode ser o início dos anticoncepcionais não-hormonais – os anticoncepcionais hormonais atuais causam risco de câncer e doenças cardiovasculares.

Foto espacial: a galáxia Messier 106



Localizada perto da constelação da Ursa Maior, essa galáxia foi descoberta em 1781, pelo astrônomo francês Pierre Mechain.

Análises modernas revelaram que a galáxia é o que os especialistas chamam de “Universo-ilha” – galáxias distantes comparáveis a nossa Via Láctea – com 30 mil anos-luz de comprimento e localizada a 21 milhões de anos-luz de nós.

As partes azuis da galáxia são estrelas jovens e os raios vermelhos são feitos de hidrogênio. Acredita-se que haja um buraco negro central na M106, onde a matéria está sendo absorvida.

terça-feira, 22 de março de 2011

Poluentes ambientais afetam o crescimento de meninos russos



Segundo uma nova pesquisa, meninos expostos a níveis elevados de poluentes ambientais são menores do que seus semelhantes. Os meninos com a maior exposição a certos poluentes também tinham, em média, dois pontos a menos no índice de massa corporal (IMC), uma medida de peso relativo à altura.

Pesquisadores seguiram cerca de 500 meninos russos por três anos, e descobriram que aqueles com os maiores níveis de bifenilos policlorados (PCBs) em seu sangue eram quase três centímetros mais baixos do que os meninos com menor quantidade de PCB em seus corpos. Um padrão semelhante foi encontrado em meninos com maior exposição ao poluente dioxina.

No passado, PCBs eram usados em tudo, desde eletrodomésticos e lâmpadas fluorescentes até isolantes e inseticidas. Produtos químicos foram proibidos nos anos 1970 por causa dos riscos potenciais à saúde, mas os PCBs continuam sendo uma preocupação de saúde pública porque sobrevivem no meio ambiente e se acumulam na gordura dos peixes, mamíferos e aves.

Pesquisas já ligaram PCBs a um risco elevado de câncer, diabetes tipo 2 e outras doenças. Um estudo com crianças em Taiwan também constatou que aquelas expostas a PCBs no útero eram mais baixas do que as não expostas.

As dioxinas são substâncias tóxicas formadas por combustão, por exemplo, nos incineradores de resíduos ou incêndios florestais, e em alguns processos industriais. Dioxinas presentes na atmosfera são depositadas em plantas, solos e água, e entram na cadeia alimentar quando ingeridas por gado e peixes.

A exposição a dioxinas conduz a maiores taxas de câncer e alterações nas taxas de natalidade, resultando em mais bebês do sexo feminino e menos do sexo masculino.

A exposição pré-natal aos PCBs, mas não a dioxinas, também tem sido associada ao baixo peso ao nascer. E junto com as diferenças na estatura e peso dos meninos pré-púberes, os pesquisadores descobriram que os com níveis mais elevados de PCBs cresceram significativamente mais devagar: cerca de 0,2% por ano durante o período de estudo de três anos.

Os garotos russos incluídos no estudo têm exposições muito superiores a esses poluentes do que a população geral dos EUA, por exemplo, provavelmente um resultado da proximidade com uma fábrica de produtos químicos que gera a dioxina como subproduto. Porém, um pequeno número de pessoas nos EUA e outros países desenvolvidos vivem em regiões com exposições que combinam, ou até mesmo ultrapassam, as vistas na pesquisa.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo por que PCBs ou dioxinas poderiam afetar o crescimento de meninos. Mas a pesquisa sugere que as dioxinas interferem nos genes que regulam o desenvolvimento normal, enquanto o PCB perturba a regulação dos hormônios da tireóide, o que pode afetar o crescimento.

Japão manda robôs para monitorar a situação em Fukushima



O time que está controlando a situação na usina nuclear de Fukushima, no Japão, agora inclui um robô. Conhecido como Monirobot, é usado para situações em que os níveis de radiação são muito altos para humanos.

O robô tem 1,5 metro de altura, possui um braço articulado para coletar amostras, uma câmera 3D, detector de radiação e pode ser operado remotamente por uma distância de um quilômetro.

Ele pesa cerca de 600 quilos e tem uma velocidade limitada a 2,4 km por hora – foi desenvolvido pelo centro de Tecnologia de Segurança Nuclear depois do acidente nuclear em Tokaimura, em 1999, quando dois trabalhadores morreram.

Nintendo 3DS pode diagnosticar problemas na visão



O Nintendo 3DS já foi considerado um verdadeiro inimigo dos olhos das crianças – agora, cientistas acreditam que ele pode diagnosticar problemas na visão.

Através do aparelho, seria mais fácil verificar se crianças com menos de seis anos de idade precisariam de tratamento para os olhos. Basicamente, quem não consegue ver o efeito 3D teria problemas na movimentação dos olhos.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Por que um reator nuclear nunca vai explodir?



Sim, o Japão ainda sofre problemas com os reatores nucleares de uma usina após o grave terremoto desse mês. O país continua lutando com falha do equipamento e a liberação maciça de radiação que poderia chegar a níveis de Chernobyl.

Porém, se isso serve de algum modo de consolo, pelo menos podemos tranquilizar os japoneses de que uma explosão nuclear é completamente impossível.

Antes de mais nada, vamos entender um pouco sobre reatores. Ambos reatores nucleares e armas nucleares dependem de reações em cadeia. Essas reações exigem a presença de materiais nucleares, que são todos isótopos atômicos que podem, quando submetidos a uma determinada reação nuclear, criar as matérias-primas necessárias para a mesma reação se repetir.

Há somente um isótopo natural físsil útil para a energia nuclear, o urânio-235. Todos os outros isótopos físseis, como isótopos de plutônio, têm de ser artificialmente criados a partir de isótopos naturais.

E como funciona essa reação em cadeia? Vamos considerar uma que envolve o urânio-235, que é a reação em cadeia usada em reatores nucleares e muitas armas nucleares. Um nêutron livre atinge uma baixa movimentação de isótopos de urânio-235 e é absorvido nela. A fissão de urânio se tornará dois isótopos mais ágeis e leves, normalmente criptônio-92 e bário-141, assim como radiação gama. O reator nuclear é, então, capaz de absorver essa energia, que é cerca de três milhões de vezes a energia que o carvão pode produzir em uma queima convencional.

Essencialmente, essa reação também cria outros nêutrons livres, que podem ser absorvidos por outros isótopos de urânio-235 e iniciar todo o processo novamente. Por este motivo, entre os isótopos de urânio natural, somente o urânio-235 é físsil, já que os outros não iniciam uma reação em cadeia.

Para evitar um acúmulo potencialmente perigoso de energia, os reatores nucleares possuem um grande número de dispositivos de segurança. Um dos métodos mais conhecidos é o uso de barras de controle, feitas de materiais como o boro, que absorvem nêutrons, mas não podem passar por reações nucleares.

No caso de um acúmulo de energia, essas barras são manipuladas para cair bem no coração do reator e absorver todos os nêutrons livres, encerrando a reação em cadeia. A má gestão destas barras foi um dos muitos fatores por trás do desastre de Chernobyl.

E sim, se todas as medidas de segurança não interromperem o acúmulo de calor – como aconteceu em Chernobyl, e como pode acontecer no Japão – há efeitos bastante desagradáveis. A ameaça mais famosa é a de uma fusão nuclear, que é quando o acúmulo de calor faz com que o núcleo inteiro do reator derreta, danificando as estruturas de proteção e liberando materiais altamente radioativos no meio ambiente.

A crise, obviamente, pode ter terríveis consequências. Mas e se o reator não derreter, e sim explodir? Poderia um reator nuclear explodir como as força desencadeadas nos bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki? Afinal, Chernobyl explodiu, não é?

Felizmente, a resposta para tudo isso é não. Uma explosão nuclear é impossível. A “explosão” destrutiva de Chernobyl foi apenas uma explosão de vapor, o que, não se engane, foi bom até demais, porque uma explosão nuclear da mesma magnitude poderia ter transformado o que foi uma catástrofe em um verdadeiro cataclismo.

E por que tal explosão é impossível? Para responder isso, temos de entender a diferença entre reatores nucleares e armas nucleares.

O urânio natural é completamente inútil para reatores nucleares, mais ainda a armas nucleares. Isto porque o urânio natural é composto de cerca de 99,3% do isótopo urânio-238 e apenas 0,7% de urânio-235, e apenas o último é capaz de sustentar uma reação nuclear em cadeia.

Para tornar o urânio utilizável a reações em cadeia, ele precisa ser enriquecido. Isto envolve separar cuidadosamente o urânio-235 do urânio-238.

Os reatores nucleares precisam de urânio pouco enriquecido, com uma concentração de até 20% de urânio-235. Normalmente, as centrais nucleares só precisam de uma concentração de 3 a 4%.

As armas nucleares, por outro lado, exigem urânio altamente enriquecido para o tipo de reação em cadeia criar uma explosão nuclear. O ponto de corte para o alto enriquecimento é de apenas 20%, mas a grande maioria das armas nucleares de urânio tem uma concentração de cerca de 80 a 95%. A bomba lançada sobre Hiroshima, por exemplo, usou 80% de urânio enriquecido.

Uma arma nuclear é projetada para liberar toda a sua energia em uma única explosão, o que significa que o material tem que ser tão densamente embalado quanto for possível, e em uma esfera tão homogênea quanto possível.

Isso não se parece em absolutamente nada com o projeto dos núcleos de reatores, que se destinam a produzir uma versão estável e controlada de energia. Até mesmo o tipo de acúmulo de energia necessária para produzir uma fusão não pode nunca atingir a velocidade e intensidade de energia necessária para uma explosão nuclear.

O arranjo geométrico do urânio-235 em um reator nuclear não é favorável ao acordo esférico necessário para uma reação em cadeia explosiva, e a quantidade de urânio-238 não-físsil também impede qualquer reação de fuga.

Porém, nada disto se destina a minimizar os perigos reais de acidentes em reatores nucleares. Como visto em Chernobyl, colapsos podem ter efeitos ambientais absolutamente devastadores. A cidade vizinha, Pripyat, permanece inabitável 25 anos após o acidente.

Ainda não podemos saber se a situação atual no Japão atingirá os níveis de Chernobyl, mas um fato é certo: mesmo em meio a desastres de proporções inimagináveis, o medo de uma explosão nuclear pode passar longe da cabeça dos japoneses.

Até hoje, cientistas identificaram somente 20% de todos os animais



Segundo estimativas, apenas 20% de todos os animais existentes na Terra foram identificados. Para que os cientistas consigam conhecer todas essas outras espécies, os custos chegariam a 263.1 bilhões de dólares.

Até agora temos 1,4 milhão de espécies catalogadas, e estima-se que 5,4 milhões sejam desconhecidas. O maior impedimento para que essas espécies sejam catalogadas, segundo Fernando Carbayo e Antonio Marques, da Universidade de São Paulo, é a falta de taxonomistas – os cientistas responsáveis por identificar novas espécies e classificá-las.

Os cientistas usaram os custos brasileiros para a identificação de novas espécies para criar uma estimativa global.

De acordo com a pesquisa, os insetos seriam os animais menos conhecidos – a necessidade de taxonomistas especializados nesse tipo de bicho seria enorme.

Nasa prepara detector de antimatéria



Na próxima missão da nave Endeavour para a Estação Espacial Internacional, será instalado um detector espacial da antimatéria.

Chamado de Espectrômetro Alfa Magnético (AMS, na sigla em inglês), ele primeiramente irá medir partículas altamente energizadas no espaço e depois buscar sinais de antimatéria e matéria escura no Universo.

O experimento de 1,5 bilhão de dólares deverá entrar em órbita no dia 19 de abril, mas deverá estar pronto já no dia 25 de março.

Apesar de ser uma experiência ambiciosa, cientistas esperam receber resultados interessantes do AMS.

Surfista pega uma única onda por 4 horas



Um surfista pegou uma única onda durante 3 horas, 55 minutos e dois segundos, no dia 19 de março, virando o novo recordista em duas categorias: maior tempo sobre uma onda e maior distância percorrida surfando.

Aí você pergunta: mas como isso é possível? Onde esse cara conseguiu pegar uma onda dessas? A resposta é no Canal do Panamá, que liga o Oceano Pacífico ao Atlântico.

Gary Saavedra, o surfista, é nativo do Panamá foi 13 vezes campeão nacional de surfe e era o antigo recordista, tendo passado 1 hora e 6 minutos sobre uma onda.

Apesar de seu impressionante feito, Gary disse ao Guiness que teria surfado por mais tempo, caso não tivesse desenvolvido cãibras severas no seu braço direito, usado para equilibrá-lo sobre a prancha.

“Depois da terceira hora eu estava muito cansado. Quase caí oito vezes” afirma o recordista.

Seu novo carro pode ser um sapato gigante!



A fábrica de sapatos chinesa, Kang Shoe Company, construiu carros elétricos em forma de sapato para fazer propaganda pelas cidades.

Ele comporta apenas o motorista e chega a, no máximo, 48 km/h. Há planos de construir 40 dessas belezinhas, cada um com um modelo diferente de sapato.

Se você está pensando em copiar, a fábrica afirma que cada carro irá custar 40 mil euros. Acreditamos que carros convencionais valham mais a pena – mas, óbvio, nada irá superar o estilo do sapatomóvel.

domingo, 20 de março de 2011

Por que a picada de abelha dói tanto?



Quem já foi picado, sabe: ferroada de abelha dói para valer.

Nos EUA até dois milhões de pessoas são alérgicas ao veneno de insetos que picam, mas mesmo aqueles que não são alérgicos devem ficar alertas, a picada da abelha vai doer mesmo assim.

O local fica vermelho, inchado e dói. É uma dor que persiste depois daquela sensação inicial na hora da ferroada. Quando estes insetos picam, eles injetam uma substância química chamada melitina em suas vítimas. Este veneno ativa receptores de dor, o que resulta naquela sensação de queimadura. Depois, como o ferrão tem a forma de uma espada entalhada, quando ele penetra a pele da vítima, ele fica preso lá, para entrada de mais veneno.

Se você não for alérgico, seu sistema imunológico vai reagir à picada, mandando líquidos para dissolver o melittin, causando a vermelhidão e o inchaço. A dor pode durar vários dias, mas nada que uma compressa gelada e um anti-histamínico não resolvam.

Lua mais que cheia



Prepare o jantar e as velas porque dia 19 de março a Lua vai estar bem próxima da Terra. A última vez que o satélite se aproximou tanto do nosso planeta foi em 1992. Neste dia, a Lua cheia vai parecer 14% maior e significantemente mais brilhante que o normal. Mas, mesmo com tanto brilho, a super Lua tem um lado negro. Luas cheias foram ligadas a grandes desastres naturais no passado, de terremotos até enchentes. Contudo, astrônomos e outros cientistas dizem que uma catástrofe é improvável.

O dia 19 de março será o perigeu lunar deste ano, ou seja, o ponto em que a lua está mais próxima da Terra. A responsável pela diferença de distância entre nosso planeta e seu satélite natural é a rota elíptica da Lua. O perigeu deste ano vai deixar a Lua 8% mais perto que o normal e 2% mais perto que a média dos perigeus.

As super Luas do passado coincidiram com desastres naturais: o terremoto na Indonésia em 2005, enchentes na Austrália em 1954. Mas os cientistas dizem que não há ligação. Segundo o geofísico John Bellini, da U.S. Geological Survey, “vários estudos foram feitos sobre estes acontecimentos, mas nada de significativo foi encontrado”. As marés vão ficar um pouco mais altas, mas terremotos ou vulcões não serão afetados. “Na prática, você nunca verá nenhum efeito do perigeu lunar. Suas conseqüências estão entre ‘não surte nenhum efeito’ e ‘o efeito é tão pequeno que nem se sente’”, disse o sismologista John Vidali, da Universidade de Washington.

sábado, 19 de março de 2011

O primeiro vírus de computador foi lançado há 40 anos atrás



Você conhece o The Creeper? Ele é o primeiro vírus que surgiu, em 1971, que simplesmente enviava uma mensagem: “Sou o Creeper, pegue-me se for capaz”.

Esses primeiros vírus eram apenas irritantes, sem prejudicar o funcionamento do computador e só serviam para provar o que o programador conseguia fazer.

O Creeper, por ser muito antigo, não foi repassado através da internet. Mas depois da consolidação da rede, os vírus eram transmitidos de usuário para usuário. Em 1990 havia cerca de 1300 vírus conhecidos. Hoje, há mais de 200 milhões. Será que algum leitor consegue estimar quantos vírus existirão daqui a outros 40 anos? Deixe sua opinião nos comentários e, se você já foi infectado por algum vírus, conte sua história.

Por que as ressacas parecem piores quando ficamos mais velhos?



Hoje é dia de São Patrício e, em várias cidades, repete-se a tradição irlandesa de beber até cair. Mas se você for para a farra, amanhã estará amaldiçoando sua ideia e sentindo aquela ressaca.

Se você for um cara mais “experiente” com bebida, irá perceber que tinha mais resistência a ressacas quando era mais jovem. E isso não é fruto de sua imaginação – nosso corpo realmente vai perdendo a capacidade de processar o álcool.

Isso acontece porque as enzimas responsáveis por quebrar as moléculas do álcool perdem muito de sua eficiência conforme o tempo passa. Elas precisam processar o álcool, transformando-o em aldeído e depois transformando novamente o produto em um ácido que é eliminado.

Então quanto menos as enzimas trabalham, mais álcool permanece em seu organismo.

Mas então você pode pensar “porque eu tive a pior ressaca da minha vida em uma festa da faculdade, quando minhas enzimas funcionavam perfeitamente?”. Provavelmente por causa da qualidade da bebida. Quanto mais barata for, menos destilada ela é, logo ela não é tão pura e você acaba ingerindo componentes que causam ainda mais ressaca.

Um computador para seu avô



Faça o seguinte experimento: coloque uma pessoa com mais idade na frente do computador e conte quanto tempo leva até eles perderem a paciência com a máquina. Pensando nesse mercado de consumidores em potencial, que tem condições financeiras de investir em um computador, mas que não entendem nada de informática, foi criado o KiWi PC, especialmente para idosos.

O KiWi funciona a base de Linux e possui um menu simplificado para que os idosos se sintam a vontade diante da máquina – o menu pode ser modificado e os ícones e textos são maiores, para melhor visualização.

O sistema de e-mails, chamado Evolution, integra Gmail, Yahoo, MSN, etc. Tudo para facilitar a vida do avozinho que quer se comunicar com os netos.

Como em um iPad, há uma loja de aplicativos que podem ser baixados – todos eles programados para estimular a mente dos idosos. Outra das peculiaridades do KiWi são as teclas coloridas, que facilitam na hora de digitar. Atualmente, custa 500 dólares.

Pesquisa: há pessoas que acreditam que sabres de luz realmente existem



E elas não crêem apenas na existência das armas de Star Wars, mas também acham que desneuralizadores (aquele aparelho que apaga a memória das pessoas, dos Homens de Preto) estão sendo usados.

A pesquisa foi feita na Semana Nacional de Ciência e Engenharia de Birmingham. Os resultados foram impressionantes: um terço dos entrevistados acredita na existência de sabres de luz. 25% acreditam em teletransporte.

Metade das pessoas afirmou que desneuralizadores estão sendo usados e 40% das pessoas disse que máquinas do tempo devem existir atualmente.

18% também afirmaram que nós podemos ver a força da gravidade.

Ressaca de St. Patrick



Bebida tradicional do St. Patrick’s Day, a cerveja verde pode trazer mais prejuízos que uma simples ressaca para quem abusar. Os dentistas fazem um alerta sobre os efeitos do drinque no esmalte de seus dentes.

“A cerveja verde pode agir como aqueles marcadores coloridos que indicam presença de placa no dente, para ensinar a escovação para crianças. Em todas as partes que houver problemas, seus dentes ficarão extremamente verdes”, disse o dentista Joseph Roberts da Filadélfia. Se sua última consulta foi há muito tempo, tome uma cerveja comum para não ficar com os dentes cor de esmeralda.

“O corante verde que é adicionado à cerveja mancha as paredes das células bacterianas da placa. Então, se alguém sorrir verde para você, saiba que a culpa não é só da cerveja”, disse Roberts.

No entanto, aqueles que estão determinados a encarar o espírito irlandês e encher a cara de cerveja verde devem escovar bem os dentes antes e usar enxaguante bucal para que o corante não grude no esmalte do dente. É a mesma coisa que acontece com quem toma muito café e refrigerante. Tomar a cerveja com canudinho pode minimizar o efeito, mas a lenda é que isto pode maximizar o porre.

Se no dia seguinte, além da ressaca, você acordar com um sorriso verde, uma solução é escovar os dentes e usar fitas branqueadoras, aconselha Roberts. Mas o problema real é que o sorriso colorido é sinal que sua higiene bucal precisa de mais cuidados e que já está na hora de marcar um horário com seu dentista.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Como saber se o seu whisky não é falsificado



Whisky é uma das bebidas mais apreciadas do mundo. Os que gostam, amam, os que não gostam, acham forte demais. Os que gostam investem boas quantias de dinheiro para comprar uma bebida tradicional, de qualidade e envelhecida. Entretanto, algumas pessoas podem ser ludibriadas e, ao invés da bebida, tomam uma mistura de metanol e alguns químicos diluídos em chá gelado. Se isso parece ruim, imagina a ressaca.

Mas os dias dos falsificadores estão contados. Pesquisadores da Universidade de Leicester estão aprimorando uma tecnologia, que já é usada para reconhecer remédios falsificados, para analisar o conteúdo das garrafas de Whisky.

“Para quem gosta de whisky e vinho é importante que o produto não estrague quando você abre a garrafa”, disse o pesquisador George Fraser, que participou da construção do espectrômetro. A técnica consiste em detectar as diferenças entre as características de luz refletida pelo líquido dentro da garrafa ou pelo seu rótulo. Uma luz branca é direcionada ao líquido e o espectrômetro avalia se a assinatura é a mesma do produto original.

“Existe uma medida de superfície para a garrafa e a embalagem, mas também existe uma medida feita através da garrafa que permite a caracterização do líquido”, afirma Fraser. Os cientistas envolvidos no estudo acreditam a tecnologia também poderia ser usada para detectar líquidos em aeroportos. Outro fato importante é que, fora a questão da originalidade do produto, bebidas falsificadas podem conter altos teores de produtos químicos que poder causar estragos para seu fígado e todo o seu corpo.

Algas são convertidas em novo combustível



Engenheiros químicos americanos desenvolveram um método para a conversão de algas comuns em butanol, um combustível renovável que pode ser usado em motores existentes.

A nova descoberta pode certamente fazer carros funcionarem. O processo de conversão é eficiente e barato. Segundo os pesquisadores, o butanol tem muitas vantagens em relação ao etanol.

O butanol libera mais energia por unidade de massa e pode ser misturado em concentrações superiores. É menos corrosivo e pode ser enviado através dos gasodutos existentes. Além disso, há a vantagem de sua fonte primária: diferentemente do milho, as algas não são demanda da indústria de alimentos, e podem ser cultivadas em praticamente qualquer lugar, não necessitando, portanto, de grandes extensões das valiosas terras agrárias.

Mas a melhor qualidade do novo processo é que ele pode ser usado para tornar os rios e lagos mais saudáveis.

A tecnologia pró-ambiente se beneficia e agrega maior valor a um processo que está sendo muito utilizado para limpar e oxigenar canais aquáticos dos EUA, removendo o excesso de azoto e fósforo provenientes de fertilizantes.

A equipe cultivou algas em locais parecidos com “pistas” – depressões com normalmente 61 cm de largura e variando de 1,50 a 25 metros de comprimento, dependendo da escala da operação. As depressões são feitas de telas ou carpete, embora os cientistas afirmem que as algas crescem em praticamente qualquer superfície.

As algas sobrevivem com nitrogênio, fósforo, dióxido de carbono e luz solar natural. Assim, os pesquisadores cultivaram as algas com o nitrogênio e a água dos riachos ricos em fósforo sobre a superfície de calhas. Eles tornaram esse crescimento ainda mais próspero fornecendo altas concentrações de dióxido de carbono.

Governos municipais e estaduais, principalmente na costa leste, têm implementado em larga escala processos semelhantes a este nas chamadas “zonas mortas”, onde o excesso de azoto e fósforo tem matado peixes e plantas.

Os pesquisadores colhem as algas a cada 5 a 8 dias. Depois que elas secam, são moídas em um pó fino, como meio para extrair carboidratos a partir das células vegetais.

Carboidratos são feitos de açúcares e amidos. No projeto atual, a equipe trabalha com amidos. Eles tratam os hidratos de carbono com ácido e, em seguida, os aquecem para quebrar o amido e transformá-los em simples açúcares naturais.

A partir daí, começa um processo de fermentação exclusivo, em duas etapas, no qual os organismos transformam os açúcares em ácidos orgânicos: butírico, lático e ácido acético.

A segunda etapa do processo de fermentação se concentra no ácido butírico e sua conversão em butanol. Os pesquisadores utilizam um processo único chamado eletrodeionização, uma técnica desenvolvida por um doutorando.

A técnica envolve a utilização de uma membrana especial que separa rapidamente e eficientemente os ácidos durante a aplicação das cargas elétricas. Ao isolar rapidamente o ácido butírico, o processo aumenta a produtividade, o que torna a conversão mais fácil e menos dispendiosa.

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